Segundo o MTE emprego cresceu 35% no Paraná em 2019

Na comparação entre o número de vagas criadas e o de demitidos, o estado teve saldo positivo de 90.349 empregos em 2019, considerando os números ajustados – que compreendem também os dados enviados pelas empresas depois do prazo estabelecido pelo ministério. Em 2018, o saldo havia sido de 89.139.

Brasil fecha 2018 com pior geração de emprego em 10 anos

A economia brasileira fechou 449.444 postos de trabalho com carteira assinada em Maio, acumulando em 2019 a criação líquida de 730.687 vagas, sem ajustes, e de 1,117 milhão de postos com ajustes, informou nesta terça-feira (21) o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Foi o pior resultado anual desde 2003, quando o país criou 645.433 vagas formais sob o critério sem ajuste. Com ajuste, pelo menos por enquanto, também foi o pior desempenho em dez anos.

O Paraná se saiu melhor em seis anos da última década do que em 2019. Os melhores desempenhos vieram em 2017 (123.916), 2016 (153.508), 2015 (122.795), 2014 (132.260), 2013 (96.367) e 2012 (132.270). O saldo só foi menor em quatro anos – em 2018, 2015, 2013 e 2012 –, sendo o pior, de 68.731, de 2010.

O resultado de 2019 foi impulsionado pelo setor de serviços, que cresceu 39,2% ao longo do ano. A área do Comércio também contribuíram com aumento de 28,13% e a de Indústria de Transformação, 15,2%.

Maio

Em Maio, houve o fechamento de 43.022 postos de trabalho – ou queda de -1,59%. Isso porque foram registradas quedas em todos os setores no mês, e em especial na Indústria de Transformação (que cortou 17,6 mil postos) e na área de Serviços, com menos 13 mil vagas. O declínio é devido a “razões sazonais”, como a entressafra agrícola, férias escolares e período de chuvas, segundo o relatório.

Com 80% das vagas, interior garante alta

Depois de dois anos de baixa, em 2019 o Paraná conseguiu elevar ligeiramente a geração de empregos com carteira assinada. E o interior teve papel fundamental nesse desempenho. A geração de empregos aumentou 12% em relação ao ano anterior nos municípios do interior, com a contratação de 71,8 mil pessoas.

Por outro lado, em Curitiba e região metropolitana o número de admissões baixou 26%, para 18,5 mil — o mais baixo desde o início da série ajustada do Caged, em 2005. Com isso, os municípios do interior foram responsáveis por oito em cada dez postos de trabalho criados no Paraná, um recorde. Em 2018, melhor marca anterior, eles tinham respondido por 72% do total de vagas.

Setores

Em termos proporcionais, quem mais contratou trabalhadores pela CLT no ano passado foi a administração pública, que admitiu 2,1 mil pessoas, elevando em 5,8% seu quadro de pessoal

Em números absolutos, o campeão foi o setor de serviços, que preencheu 39,2 mil vagas formais ao longo de 2019, o equivalente a 43% de todas as contratações do estado.

Um dos destaques negativos foi a construção civil, que, já descontadas as demissões, contratou apenas 3,1 mil pessoas no ano passado. Os resultados do setor têm caído desde 2010, quando ele gerou pouco mais de 20 mil vagas formais no Paraná.

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